a navalha na carne
pode cortar
pode doer pode sangrar
e ferir fundo
prefiro a do do prazer
que o riso
sub imundo
Federika Lispector
através da escrita da oralidade e audiovisual - o delírio é a lira do poeta se o poeta não delira sua lira não concreta
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023
federika lispector
eugênio mallarmè
Eu sou felinos
eu sou felinas
gosto de meninos
e meninas
EuGênio Mallarmé
https://ciadesafiodeteatro.blogspot.com/
toda nudez não será castigada
Toda Nudez Não Será Castigada
roberta agora
só se for cainelli
bruna só se for polleto
vestido
pode ser a pele
que encobre
a nudez do esqueleto
o beijo agora
só se for ao vivo
e-mail só se for inteiro
fantasia
só se for de tanga
camila agora
só se for pitanga
e carnaval
a gente transa
em fevereiro
Artur Gomes Gumes
www.arturkabrunco.blogspot.com
musa secreta
musa secreta
o palco era nossa cama
no teatro dos desesperados
toda noite tinha amor proibido
na boca de cena
quebramos quartas paredes
para saciar a libido
no penúltimo ato
Artur Gomes
www.fulinaimagens.blogspot.com
ode a iansã
Ode a Iansã
durante o amor o beijo é tempestade
o coito é mar de fogo o corpo é ventania
o punhal de vênus
me penetra a boca
abaixo do umbigo
convido então o mar
o rio o vento
tudo em movimento
pra gozar comigo
depois do amor o corpo é maresia
o mar o rio o vento
cessa o movimento
no meu corpo em calmaria
o
que mostra teu espelho
a transparência que você não vê
ou a aparência que você não viu
teu espelho reflete você
ou outra cara que em você surgiu?
Federika Lispector
defloração
defloração
minha carne virgem
chora o leite derramado
pela porta que entrou
não sobrou pelo nenhum
a mata se abriu primeiro
para o feixe de músculo teso
eu tremia de tesão e medo
enquanto a espada me saindo
me entrando abissalmente
o gosto de saliva e sal
me entranhando pelos dentes
enquanto a boca do inferno
jorrava leite e mel
pelo vale vão das coxas
Gigi Mocidade
https://www.facebook.com/giginua/
sábado, 18 de fevereiro de 2023
múltiplas linguagens
Jura Secreta 32
fosse apenas o que já foi dito
escrito falado pensado
não fosse tudo o que já foi maldito
e nada do que nunca foi sagrado
falo em tua boca enquanto em transe
um anjo me ilumina tanto
que mesmo mudo em tua língua canto
como um diabo que subindo aos céus
tentou muito mais de uma vez
quem sabe Gregório ou quem sabe Castro
descendo aos infernos como sempre fez
talvez Camões no corpo de um astro
me lance a infinita chama da pornô Gráfica lucidez
Artur Gomes
do livro Juras Secretas
Editora Penalux – 2018
terça-feira, 14 de fevereiro de 2023
intervenção poética
Jura secreta 17
meu objeto concreto
é um poema abstrato
impressionista realista
quem sabe neo concretista
poderoso artefato
uma bomba de Hiroshima
uma rosa parafina
ou quem sabe uma menina
que conheci só no retrato
Artur Gomes
Juras Secretas
Editora
Penalux- 2018
intervenção poética
2
Buena à Vista - del Santa Cruz de La Sierra
Puerto Viejo - Bolívia - fronteiras com o
Brasil/Pantanal
para Moacy Cirne - in Memória
aí Pedro Bial/TV Golpe –
esse é o Rio de Janeiro que eu quero
quero um Rio de Janeiro
sem farda sem capacete
intervenção militar é o K ralho
não tente nos enganar
com essa carta do baralho
de olho na eleição
violência com violência
não se extermina nunca não
o chefe dos traficantes
mora nas Minas da conspiração
quero uma intervenção poética
bebendo o caldo da ética
embaixo os Arcos da Lapa
Cinelândia, Glória, Catete
Flamengo, Botafogo, Laranjeiras
Copacabana, Ipanema, Lagoa
Gávea até o Baixo Leblon
quero a Poesia Toda vermelha
na tua boca de batom
da Rocinha ao Corcovado
da Maré a São Conrado
o olho no front da Barra
com toda palavrAção
no morro do Alemão
quero festa pra Bracutaia
nós vamos invadir sua praia
no grande mar da subVersão
Artur Gomes
#LULALIVRE #LULALIVRO
foto: Alice Maria Diniz - Transepoéticas I
Festival de Brasília da poesia brasileira
poética 105
bebo teus olhos
dentro da noite escura
de onde vens criatura
que me consome a fala
quando me olha e se cala
no seu profundo pensar
mergulho no teu silêncio
pelos mistérios do cio
o que me trazes do rio
o que me levas do mar
Artur Gomes Gumes
na foto: lindamente Xica - Cordel da Lua
Madrinha
em tempos de
crise
a crase oculta
o significado das coisas
Artur Gomes
foto.poesia
intervenção poética
minha metralhadora
cospe poesia porque o tempo não para
coice dentro da noite
caçando luz na escuridão
o tempo despeja
os ponteiros do relógio
sobre nossas carcaças
fumegantes
nervos e músculos
sustentam ossos em nossos corpos
vulneráveis aos contra-templos
dos trilhos
clamo por intervenção poética
no morro do encantado
lançando fogos de artifícios
chuva de poemas
na cabeça dos fardados
com papel para imprimir
flores - na boca dos fuzis
de cada soldadinho de chumbo
Artur Gomes
poema do
livro - Lula Livre
org. Ademir Assunção e Marcelino Freire
te beijo vestida de
nua
somente a lua te espelha
nesta lagoa vermelha Porto Alegre
cais do porto barcos navios no teu corpo
os peixes brincam no teu cio
nus - teus seios - minhas mãos
a rendas finas que vestias
sobre o teu corpo ficção
todos os laços dos tecidos
aquela cor do teu vestido
a pura pele agora é roupa
o sabor da rua língua
o batom da tua boca
tudo antes só promessa
agora hóstia entre meus dentes
e para espanto dos decentes
te levo ao ato consagrado
se te despir for só pecado
é só pecar que me interessa
Artur Gomes
Juras Secretas
Editora Penalux
– 2018
Balbúrdia PoÉtica - 14 de outubro
A Ventura Editora e o autor Arthur Gomes convidam para o lançamento do livro Drummundana Itabirina : Por Onde Andará Macunaíma 14 outubro - ...
-
Fé no Evoé : Confissões dionisíacas na poética e política de Artur Gomes Igor Fagundes * Depois das excitadas e excitantes Juras...
-
1º FestCultural na Praia do Sossego – São Francisco de Itabapoana-RJ Balbúrdia PoÉtica – Edição Especial – comemoração do aniversário d...












