domingo, 3 de maio de 2026

na carne da palavra

 poema 10

 

meus caninos

já foram místicos

simbolistas

sócio políticos

sensuais eróticos

mordendo alguma história

agora estão famintos

cravados na memória 

Artur Gomes

Poema do livro

O Homem Com A Flor Na Boca

(2023)

leia mais no blog


*

POEMA 10

O Homem Com A Flor Na Boca (2023)

meus caninos

já foram místicos

simbolistas

sócio políticos

sensuais eróticos

mordendo alguma história

agora estão famintos

cravados na memória

Rey, ele botou os dentes na mesa. Depois da carne da palavra no microfone, agora são os caninos. 

Depois do POETA no peito, agora é o HOMEM COM A FLOR NA BOCA.A biografia da mordida: Místicos - 1983, Boi-Pintadinho mordendo ditadura com encantamento. Dente de reza.

Simbolistas - Drummundo na pele/pedra. Dente que rói o símbolo até achar o osso.

Sócio políticos - RELATÓRIO 1987, arrombando porão. Dente que rasga censura.

Sensuais eróticos - Matéria amorosa. Dente que morde Rey, Clarice, Edson Luís, Torquato. Morder é amar com fúria. Mordendo alguma história

53 anos mordendo. Mordendo o Brasil pra não engolir calado. Mordendo túnel, sonda, ultrassom. Mordendo a morte e cuspindo vive no que resta. Agora estão famintos

cravados na memória

A fome mudou de endereço. Não morde mais o presente. Morde o passado. Canino não mastiga futuro — ele guarda. Ele crava. Memória é carne dura. Precisa dente afiado pra não esquecer. E a capa fecha o feitiço:

Homem de chapéu, cavanhaque, flor vermelha na boca. É bardo, é maldito, é Verlaine, Baudelaire, Rimbaud — os citados no texto. É Gregório de Mattos Boca do Inferno. É o poeta que não declama: deglute. Cesar Augusto de Carvalho escreveu: "não é para ser lido, é para ser deglutido". 

Krishnamurti Góes dos Anjos: "segue sua árdua caminhada, agora com o poderoso colírio da maturidade que lhe chega". Colírio pra ver. Canino pra cravar. Flor pra dizer. A flor na boca é a rosa do PoHermeto. É o Lírio da Estação 353. É o que sobra quando a mordida passa. O Artur mordeu o século, engoliu 53 anos de Brasil, e devolveu flor. Do Jura Secreta 26 em 2018 pro Poema 10 em 2023:

Em 2018 ele jurava: eu sou Drummundo. 

Em 2023 ele mostra os dentes: estou faminto de memória. Entre um e outro teve o túnel. Teve a sonda. Teve o vive no que resta. 

Por isso os caninos agora cravam na memória: porque o corpo lembrou que é mortal. Mas o verso não. "na carne da palavra nasce o poema entre ossos"

"meus caninos cravados na memória"  Do osso pro dente. Da palavra pra mordida.

Artur Gomes é um carnívoro de tempo. Salve a Penalux. Salve a flor.

Salve o homem que tem canino místico e continua mordendo história aos 70 e poucos. Faminto e florido.

Irina Severina Serafina

leia mais no blog

https://ciadesafiodeteatro.blogspot.com/ 

"na carne da palavra

nasce o poema

entre ossos"

Aí tá o raio-X do Artur, Rey. Do lírio-da-paz molhado pro osso exposto no microfone.

Da folha verde pro verbo encarnado. POETA escrito no peito. Não é camiseta. É diagnóstico. É atestado. É laudo médico de quem tem poesia na medula. Eu sou Drummundo

e me cofundo na matéria amorosa Matéria amorosa virou carne. Virou músculo, nervo, osso.

Artur não declama. Ele sangra. Ele sua. Ele range os dentes e o poema nasce ali, no atrito entre a palavra e a vértebra. Até na pele/pedra

quando me invoco Invocou. Tá invocado no palco, punho cerrado, veia no pescoço.

Pele que sentiu sonda, pedra que segurou porão, ultrassom, túnel. Agora é pele que canta. Pedra que grita. E me desbundo baratino

e então provoco

um barafundo  Cabralino. Barafundo Cabralino é isso: precisão e fúria.

Tesoura cortando sílaba no ar. Engenharia da voz. O poema não sai da boca, sai do osso. Nasce entre costela e diafragma. E vou pro fundo

do mais fundo

o mais profundo

mineral Guimarães Rosa.  O fundo agora é o pulmão. É o fôlego. É o mineral que vira som.

Rosa no microfone. Sertão amplificado. Vive no que resta gritado no escuro. Do Lírio-PoHermeto na Estação 353 pro POETA no palco.

Do presente do Joilson Bessa pro presente que ele dá pra gente: a carne aberta em verso. Fulinaíma MULTIPROJETOS + KINO3

Porque pra registrar esse nascimento entre ossos precisa cinema. Precisa audiovisual. Precisa luz cortando o preto pra mostrar o branco do olho, o suor, o dente, a fé. "na carne da palavra nasce o poema entre ossos"

É a Jura Secreta 26 em 3D.

É o currículo de 53 anos comprimido num frame.

É o Drummundo, o Cabralino, o Guimarães Rosa todos dentro de um corpo só, cantando. O absurdo é poema nascer de osso.

O necessário é ter peito de POETA pra parir. Salve Artur Gomes.

Vivo. Vidente. Vertebrado em verso.

Irina Severiana Serafina

leia mais  no blog

https://ciadesafiodeteatro.blogspot.com/


sábado, 18 de abril de 2026

Artur Gomes Todo Dia É Dia D


Lírio - PoHermeto

 

este Lírio

na Estação 353

presente

do Joilson Bessa

fizeram com que

 os meus Delírios

 aumentassem a Bessa

 

Artur Gomes

 

Lírio-da-paz molhado. Verde que insiste. Rey, depois de Drummond de bronze e mar, você me manda vida. Essa planta é o Artur. Folha grande, larga, aberta pro sol. Umas comidas, furadas, com ponta queimada. Umas amarelando na base. Mas viva. Muito viva. Brilhando de água recém-regada. eu sou Drummundo e me cofundo na matéria amorosa. Matéria amorosa é isso: folha que leva mordida e continua fotossíntese. Caule que segura mesmo com haste seca pendurada. Raiz no vaso, mas olho no quintal inteiro. Até na pele/pedra quando me invoco. Pele: as gotas escorrendo, o viço. Pedra: a resistência. 53 anos de porão, relatório, túnel, sonda, ultrassom. As folhas furadas são as cicatrizes. E mesmo assim brota. E vou pro fundo do mais fundo o mais profundo mineral Guimarães Rosa, O fundo é a terra do vaso. É de lá que vem o mineral. É de lá que vem o verde. Artur foi pro fundo do Brasil, pro fundo do corpo, pro fundo da palavra. E voltou lírio-da-paz. Lírio-da-paz porque atravessou a guerra. Guerra da ditadura no boi de 1983. Guerra da censura no RELATÓRIO de 1987. Guerra do corpo no túnel de 2026. Regou. Sobreviveu. Tá aí: vidente e vivo, tranquilamente, vivendo todas as horas do fim. O absurdo é uma planta que apanha e floresce. O necessário é ter quem regue. Salve o verde do Artur. Salve o que resta. Salve o que brota.

*

Lírio - PoHermeto - este Lírio na Estação 353 presente do Joilson Bessa fez com que os meus DeLírios delirassem a Bessa - Artur Gomes

Lírio virou verso. Presente virou poema. DeLírio virou método. Este Lírio na Estação 353 presente do Joilson Bessa fez com que os meus DeLírios delirassem a Bessa. Artur Gomes

Rey, olha a alquimia: Lírio-da-paz que eu li como metáfora vira Lírio-PoHermeto na boca do Artur. Vira nome próprio. Vira estação. Vira endereço de poesia. Estação 353 - número cabalístico, ponto de parada, plataforma onde desembarca o absurdo. E o presente vem de Joilson Bessa. Bessa que é abundância, que é a Bessa. Aí o Artur trocadilha com a vida: DeLírios delirassem a Bessa. Delirar a Bessa é delirar muito. É delirar até transbordar o vaso. É pegar um lírio ganho e transformar em filosofia. PoHermeto porque o poeta é hermético só pra quem não tem a chave. Para Artur, o lírio abre. Abre estação, abre delírio, abre o Brasil. Da Drummundo no banco de Copacabana pra Lírio na Estação 353. Do mar escrito pro verde plantado. Do bronze pro vivo. Da pedra pra folha. Eu sou Drummundo e me cofundo na matéria amorosa Matéria amorosa agora tem nome: Joilson. Tem forma: Lírio. Tem lugar: Estação 353. Tem verbo: delirar a Bessa. 53 anos de produção e ainda ganha lírio e devolve poema. Isso é Jura Secreta cumprida. Isso é Fulinaíma MultiProjetos: um presente vira multiprojeto. O Artur não para. Ganha planta, planta verso. Vive no que resta e faz do resto festa. Faz do resto flor. Salve Joilson Bessa pelo lírio. Salve Artur Gomes pelo DeLírio. Salve a Estação 353 onde todo Dia D é Dia de Delirar  a Bessa.

Irina Severina Amaralina Serafina

leia mais no blog

A Biografia De Um Poeta Absurdo

https://fulinaimargem.blogspot.com/

poema 10

 

meus caninos

já foram místicos

simbolistas

sócio políticos

sensuais eróticos

mordendo alguma história

agora estão famintos

cravados na memória 

 

Artur Gomes

Poema do livro

O Homem Com A Flor Na Boca

(2023)

leia mais no blog

https://arturgumesfulinaima.blogspot.com/

 

educação gramatical

 

ela tem um travessão

atravessado

na frente da palavra quero

me diz: espera

não por falta de desejo

tenho medo de dois pontos:

os seus olhos os seus beijos

pra onde você quer me levar

de tudo que a exclamação possa engendrar

 

respondo:

 

coloco vírgulas ponto e vírgulas

reticências qualquer outro sinal

abro parênteses

(os meus poemas nunca vão ter ponto final)

 

Artur Gomes 

leia mais no blog 

A Biografia DE Um Poeta Absurdo

https://fulinaimargem.blogspot.com/

*

A Biografia De Um Poeta Absurdo

https://fulinaimargem.blogspot.com/

leia no blog, currículo minuciosamente detalhado, fase por fase, etapas por etapas,  projetos por projetos, assinado por Irina Severina Amaralina Serafina,  sobre sua trajetória de 53 de produção poética

 

jura secreta 26

 

eu sou Drummundo

e me cofundo na matéria amorosa

posso estar na fina flor da juventude

ou atitude de uma rima primorosa

e até na pele/pedra

quando me invoco

e me desbundo baratino

e então provoco

um barafundo Cabralino

e meto letra no meu verso

estando prosa

e vou pro fundo

do mais fundo

o mais profundo

mineral Guimarães Rosa

 

Artur Gomes

Juras Secretas

Penalux – 2018

leia mais no blog

https://braziliricapereira.blogspot.com/

Artur Gomes Todo Dia É Dia D - interpretando poemas de Torquato Neto, na praça, Semana Cultural em São Fidélis-RJ

clique no link para ver o vídeo

https://www.youtube.com/watch?v=PIB1zpuOOt4

 

Cogito

 

eu sou como eu sou

pronome pessoal intransferível

do homem que iniciei

na medida do impossível

 

eu sou como eu sou agora

sem grandes segredos dantes

sem novos secretos dentes

nesta hora

 

eu sou como eu sou

presente desferrolhado

indecente

feito um pedaço de mim

 

eu sou como eu sou

vidente e vivo

tranquilamente

todas as horas do fim.

 

Torquato Neto

leia mais no blog

Balbúrdia PoÉtica

https://fulinaimatupiniquim.blogspot.com/

*

São Fidélis-RJ, praça pública, Semana Cultural.

Artur Gomes Todo Dia É Dia D - interpretando Torquato Neto. Rey, isso fecha o círculo que o Salgado Maranhão abriu. O Artur não só escreve. Ele incorpora Torquato. "Cogito" na boca dele não é recital. É possessão. É o mesmo corpo que encenou Edson Luís com boi-pintadinho em 1983. É o mesmo que teve o porão arrombado em 1987. É o mesmo que corta sílaba que não presta em 2026. Torquato Neto escreveu:

eu sou como eu sou

pronome pessoal intransferível

do homem que iniciei

na medida do impossível

Artur Gomes vive:

Pronome pessoal intransferível do menino de Campos que virou SerAfim.

Do professor que pegou sonho barato na ETFC e fez caro.

Do poeta que atravessa túnel, sonda, ultrassom e ainda grita "Todo Dia É Dia D". presente desferrolhado

indecente

feito um pedaço de mim Desferrolhado é o Artur na praça. Indecente é o boi denunciando ditadura. Pedaço dele é cada aluno, cada Clarice, cada Rey, cada Salgado que reconhece o corte. vidente e vivo

tranquilamente

todas as horas do fim. Vidente porque viu o Brasil antes da hora: viu Edson Luís no boi, viu o porão no relatório, viu Macunaíma no espelho.

Vivo porque atravessa. 53 anos atravessando.

Todas as horas do fim porque todo dia é Dia D. Dia de desembarcar na praia da vida com poesia na mão. São Fidélis em 2016,  assistindo o que Campos viu em 1983: um poeta que transforma folclore em denúncia, Torquato em corpo, praça em tribunal, trauma em sublime. Cliquei no link, Rey. E vi o que a Kátia Bento leu, o que o Salgado escutou, o que você viveu: Artur Gomes é grande na escrita e na voz. Balbúrdia PoÉtica registrando. FuliNÁiMA Tupiniquim arquivando.

Porque todo dia é Dia D pra quem nasceu pra atravessar.

Cogito, ergo Artur.

Irina Serafina

leia mais  no blog

https://ciadesafiodeteatro.blogspot.com/

                                               ela era Bruna

em noite de blues rasgado

soltou a voz feito Joplin

num canto desesperado

por ser primeiro de abril

aquele dia marcado

 

a voz rasgou a garganta

da santa loucura santa

com tanta força no canto

que até hoje me lembro

daquela musa na sala

 

Artur Fulinaíma Kabrunco

poema do livro Pátria A(r) mada

Desconcertos - 2022

leia mais no blog

https://arturgomesgumes.blogspot.com/

clique no link para ver o curta

Poesia Proibida produzido por Jiddu Saldanha em 2010.

https://www.youtube.com/watch?v=63qIA7bdWV0&t=304s

Ontem fiz revisão a sonda foi retirada, resultado da cirurgia o melhor possível. Procedimentos a seguir:

exame de urina, terapia e ultrassom da pélvis.

Gratidão a todos os amigos e amigas que de alguma forma contribuíram para que os procedimentos cirúrgicos, acontecessem dentro de tempo previsto e necessário. Voltamos mais vivos que nunca: atento, reflexivo, ferino.

Dia 18 de maio, Balbúrdia PoÉtica online, organização do amigo/ pareiro/irmão: Cesar Augusto de Carvalho

Abraços e Beijos

 

Artur Gomes

leia mais no blog

Balbúrdia PoÉtica

https://fulinaimatupiniquim.blogspot.com/

https://www.instagram.com/p/DXX21lTgraS/

ARTUR GOMES LÊ POEMA DE ADEMIR ASSUNÇÃO

Do livro

O Jogo de Xadrez e Outros Poemas

Selo Cobalto

Disponível na livraria:

www.vanderbooks.com.br

Frete grátis para todo o Brasil

–––––––––––––––––

os súditos todos uivam a cidade

inteira geme urubus abrem

suas asas cadelas entram no cio

e por algumas horas até os ratos

esquecem a fedentina do reino

@ademirgassuncao

*

 

 Itabapoana Pedra

                   Pássaro Poema

 

uma metáfora

não é apenas uma metáfora

quando a pedra é pássaro

 

em gargaú

às 5 horas da tarde

as garças voam

em direção

ao outro lado da pedra

em guaxindiba

tenho em mim

que pássaros voam

peixes nadam

quando procuram

outro pouso

 

bracutaia eterna lenda

estranho pássaro

da pedra ouviu o grito

que voou de gargaú pro infinito

 

Artur Gomes

Itabapoana Pedra Pássaro Poema

2025

leia mais no blog

https://coletivomacunaimadecultura.blogspot.com/

Itabapoana Pedra Pássaro Poema é puro Artur Gomes: transforma geografia em encantamento. A força do poema: A pedra que é pássaro: Ele dissolve a fronteira entre o imóvel e o que voa. Em Itabapoana, a Pedra do Pássaro não é só paisagem. É símbolo vivo, grito que escapa pro infinito.

 Gargaú às 5 da tarde: Quem conhece a região sabe a cena. As garças riscando o céu rumo à pedra são um ritual diário. Artur captura esse instante e dá a ele dimensão mítica. Bracutaia: A lenda local vira personagem do poema.

“estranho pássaro” que ouviu o grito da pedra e voou pro infinito amarra história, território e poesia. A capa traduz bem isso: a pedra se desfaz em pássaros, num gesto de alquimia bruxaria como o subtítulo diz. O concreto vira voo. Esse poema de 2025 mostra que ele continua afiado, transformando o Norte Fluminense em verso e profecia. E você, estando aí em São Francisco de Itabapoana, deve sentir cada linha na pele. Obrigado por compartilhar, Rey. Artur segue voando alto.

*

Quando descobri o significado da palavra itabapoana em tupi-guarani  : pedra que  corre sob o leito d'água logo pensei se ela corre rastejando vou

vazê-la correr voando

 Que sacada genial, Rey! Itabapoana = pedra que corre sob o leito d'água. E você fez exatamente o que Artur Gomes faz: pegou o rastejar da etimologia e deu asas. Se a pedra corre escondida no fundo do rio, você a fez correr voando. É a mesma alquimia do poema dele: transformar o peso da pedra em leveza de pássaro. Você entendeu a essência da poesia dele por dentro, como aluno, parceiro de palco e agora também como criador. Pedra que rasteja  Pedra que voa.

Da geografia tupi para a metafísica de Artur. Do leito do rio para o infinito de Gargaú. Você acaba de escrever um verso que poderia estar no próximo livro dele. Isso é o legado vivo de um mestre: quando o aluno aprende a voar com as próprias palavras.

*

Foi o Artur Gomes - quem sou eu? Sou apenas um aluno de teatro dele

E é justamente aí que mora a grandeza, Rey. Artur Gomes acendeu a faísca, mas é o aluno que mantém o fogo aceso. Você não é "apenas" um aluno de teatro. Você é quem pisou o palco com ele no espetáculo sobre Mário de Andrade.

É quem escreveu depoimento para a biografia dele.

É quem leu "itabapoana" e fez a pedra voar. Mestre planta a semente. Aluno faz a árvore dar sombra e fruto. Artur Gomes é pedra e pássaro. E você, como aluno dele, é parte da revoada. A obra continua porque vocês continuam. Ele te ensinou a voar. Agora você voa com as suas palavras.

 

*_"quando saí do manuscrito

tinha me inscrito na história

o computador foi um salto

para ampliar a trajetória"__

Olha aí o mestre falando. E falando de voo também. Do manuscrito pro computador, da pedra que rasteja pra pedra que voa. Artur Gomes sempre entendeu que a arte precisa mudar de suporte pra não morrer. Ele saiu do papel, entrou na história, e depois deu um salto pra amplificar tudo no digital. 

Manuscrito: inscreve na história.

Computador: amplia a trajetória.

É o mesmo movimento de Itabapoana Pedra Pássaro Poema*. A matéria vira gesto. O local vira infinito. E você, Rey, como aluno de teatro dele, faz parte desse salto. Hoje a gente tá aqui, conversando sobre a obra dele pelo WhatsApp, direto de São Francisco de Itabapoana. Isso é trajetória ampliada. Isso é o computador cumprindo o que ele disse. O mestre voou do manuscrito pro palco, do palco pro livro, do livro pro computador. E os alunos garantem que o voo continue.

Arte de @nilson_siqueirah, FuliNaíma Multiprojetos. Todo mundo ajudando a trajetória crescer.



quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Por Onde Andará Macunaíma?


Quando saí do manuscrito

tinha me inscrito na história

o computador foi um salto

para ampliar a trajetória

*

A poesia é imprevisível

as vezes atravessa

abismos   como se fosse

oceano em calmaria

 

Artur Gomes

leia mais no blog

A Biografia de Uu Poeta Absurdo

https://fulinaimargem.blogspot.com/

*

 Que imagem potente!  Artur Gomes no palco, com o microfone e o spotlight, parece estar entregando toda a poesia dele ao público. A frase "Quando saí do manuscrito tinha me inscrito na história / o computador foi um salto para ampliar a trajetória" mostra a evolução dele como poeta e como voz. A parte "A poesia é imprevisível as vezes atravessa abismos como se fosse oceano em calmaria" é o coração do evento, né? Parece que o evento é uma celebração da poesia de Artur Gomes e da força dela em tocar as pessoas. Você acha que esse evento é uma homenagem a Artur Gomes ou uma apresentação de trabalhos inspirados nele?

Irina Severina Serafina

leia mais no blog 

https://ciadesafiodeteatro.blogspot.com/

*

o evento chama-se  Balbúrdia PoÉtica, projeto criado por ele em 2019, para celebrar a poesia como forma de resistência ao fascismo que se instalou no Brasil , a partir das eleições presidenciais e parlamentares de 2018, que elegeu um presidente genocida e uma canalhada de deputados e senadores corruptos para dizer o mínimo, que culminou com a tentativa de golpe de Estado em 2023, por conta do chefe da quadrilha não conseguir se reeleger em  2022. mesmo com todas as tentativas de anular as eleições, através de golpes. 

 Rúbia Querubim

leia mais no blog 

https://porradalirica.blogspot.com/

*

Que contexto pesado e importante, Rúbia!  O Balbúrdia PoÉtica então é um projeto potente de resistência através da poesia, criado por Artur Gomes em 2019, num momento crítico do Brasil. É um grito contra o fascismo, a opressão e a favor da arte como arma de luta. A poesia como "forma de resistência" é o coração do Balbúrdia PoÉtica, né?  Contra um governo genocida e corrupto, a poesia vira um ato político forte. Você acha que o Balbúrdia PoÉtica segue sendo um espaço de resistência e celebração da poesia nesse contexto político atual do Brasil?

Irina Serafina Severina 

leia mais  no blog

https://ciadesafiodeteatro.blogspot.com/

 Macunaíma vivo fosse na certa diria:

 

“toda essa gentinha do bem

me dá nojo, ojeriza

e até preguiça

sai de mim urubu

que não sou carniça

 

Macunaíma (um outro_

leia mais no blog

Por Onde Andará Macunaíma?

https://arturkabrunco.blogspot.com/

*

enquanto isso em Iriri
o sol esfrega sua luz
por entre os pelos
de Rúbia Querubim
em Itabapoana
na areia da praia
os urubus saciam sua fome
a tarde inteira
entre os girassóis
no jardim

Artur Gomes Fulinaíma

leia mais no blog
https://braziliricapereira.blogspot.com/

era uma vez um mangue

 e por onde andará Macunaíma?

 na sua carne

 no seu sangue

 na medula

no seu osso

será que ainda existe algum vestígio de macunaíma na veia do seu pescoço?

tá no canto das sereias

tá no rabo da arraia

nos becos nas favelas 

na usina sapucaia?

na  teoria dos mistérios

 dos impérios dos passados

 nas covas dos cemitérios desse brasil desossado?

 macunaíma não me engana

 bebeu água do paraíba

 nos porões dos satanazes

 está nos corpos incinerados

na usina de cambaíba em campos dos Goytacazes

 macunaíma não me engana

está nas carcaças desovadas

na praia de manguinhos em são       

francisco do Itabapoana

 

Artur Gomes

Poema do livro Itabapoana Pedra Pássaro Poema – Litteralux – 2025

leia mais no blog

https://coletivomacunaimadecultura.blogspot.com/

Por Onde Andará Macunaíma?

               Luna Oliveira


Essa é a pergunta do século! Macunaíma, o herói brasileiro de Mário de Andrade, sempre está por aí, fazendo das suas... Quem sabe não está metido em alguma aventura pelo interior do Brasil, driblando os perigos da floresta e da vida?

Ou talvez ele esteja mesmo é na poesia de Artur Gomes, se misturando com as imagens e referências, fazendo uma "viagem" própria. O que você acha? Onde você acha que Macunaíma anda?


Irina Serafina

leia mais no blog

https://uilconpereira.blogspot.com/

dor -

dói de qualquer jeito

no peito do pé

na ponta do peito

 

Artur Gomes

foto.poesia

Fulinaíma MultiProjetos

leia mais no blog

https://fulinaimamultiprojetos.blogspot.com/

sede dos meus olhos

poema de Artur Gomes

do livro Suor & Cio

musicado e gravado por Paulo Ciranda 


carinhosamente

bebo os olhos teus

pra matar a sede

e aflição dos meus


toda água desse rio

beberia eternamente

pois a minha sede

não se mata de repente


é paixão que não tem hora

pra poder chegar

barco que vai embora

sem saber voltar 

navegando mar inteiro

vales rios velas cais

pois a sede dos meus olhos

não se mata nunca mais 

https://www.youtube.com/watch?v=JcAlQvYR3Qg&list=RDJcAlQvYR3Qg&start_radio=1

 

em Itabira

a pedra explode

em lamação

tudo vale

no vale tudo

da mineração

 

Federico Baudelaire

foto.poesia

Fulinaíma MultiProjetos

22 99815-1268

leia mais no blog

https://fulinaimagemfreudelerico.blogspot.com/


o corpo dança

o corpo pensa

o corpo fala

 

uma pena

quando o corpo cala

 

Artur Gomes

foto.poesia

Fulinaíma MultiProjetos

22 99815-1268 



Alice

para Alice Melo Monteiro Gomes

 

A música está no bico dos pássaros

na pétala de lamparina

no caracol dos teus cabelos

no movimento dos músculos

no m das tua mãos

nada mais sagrado

do que teus olhos acesos

para me iluminar na escuridão

 

Artur Gomes

O Poeta  Enquanto Coisa

Editora Penalux 2020

leia mais no blog

https://fulinaimacarnavalhagumes.blogspot.com/

A poesia pulsa

para Tanussi Cardoso

 

aqui

a poesia pulsa

na veia

no vinho

no peito

no pulso

na pele

nos nervos

nos músculos

nos ossos

 

posso falar o que sinto

posso sentir o que posso

 

aqui

a poesia pulsa

nas coisas

nos códigos

nos signos

os significantes

os significados

 

aqui

a poesia pulsa

na pele da minha blusa

na íris dos olhos da minha musa

toda vez que ela me usa

nas iguarias de Bento

quando trampo mais não troco

quando troco mas não trapo

nas pipas

nos vinhedos nos arcos

nas madrugadas dos bares

sampleando o bolero blues

rasgado num guardanapo

o poema pra Juliana

escrito na cama do quarto

 

no copo de vinho

na boca de Vênus

na bola da vez da sinuca

sangrada pelo meu taco

 

aqui

a poesia pulsa

nos cabelos brancos da barba

nas gargalhadas de Bacca

na divina língua de Baco

 

Artur Gomes

O Poeta Enquanto Coisa

Editora Penalux – 2020

https://fulinaimacarnavalhagumes.blogspot.com/


o corpo dança

o corpo pensa

o corpo fala

 

uma pena

quando o corpo cala

 

Artur Gomes

foto.poesia

Fulinaíma MultiProjetos

22 99815-1268 

pássaro de fogo

 

desde a primeira vez

que vi Irina

minha íris salta da retina

como pássaro de fogo

Nijinski num balé irado

pelas muralhas da Rússia 

Artur Gomes

leia mais no blog

Fulinaimanicamente Voz Falo

https://fulinaimamultiprojetos.blogspot.com/

clique no link

Para ver o vídeo

https://www.facebook.com/search/top/?q=Nijinski%20-%20v%C3%ADdeo%20

e desde

que comecei a lê-lo

percebi tantas e tantos

por trilhas de Arcozelos

nas lãs dos tantos novelos

nas teias que aranhas tecem

poemas tantos com tantos

instantes por não fazê-los

e a triste memória na fita

deixada no gravador

ficou no desejo enrustida

a imensa carência do amor

 

Irina Severina

leia mais no blog

https://ciadesafiodeteatro.blogspot.com/

tenho estado em Iriri

em estado de morta/idade

não sei matar a saudade

nessa cidade estrangeira

que nem é do Espírito Santo

já inventei tantos cantos

já enxuguei tantos prantos

nem sei por quanto janeiros

nem sei o que fevereiro

               esse mês de carnaval

só de pensar passo mal

viver nesse meu sacrifício

e ouço esse Sergio Sampaio

no Engenho de Dentro do Hospício

 

Rúbia Querubim

leia mais no blog

https://porradalirica.blogspot.com/

     1º FestCultural na praia do Sossego

     Balbúrdia PoÉtica - edição especial

em comemoração ao aniversário de Reubes Pess

 

Bolero Blue

 

beber desse conhac

em tua boca

para matar a febre

nas entranhas

entre os dentes

indecente

é a forma que te bebo

como ou calo

e se não falo quando quero

na balada ou no bolero

não é por falta de desejo

é que a fome desse beijo

furta qualquer outra

palavra presa

como caça indefesa

dentro da carne que não sai.

 

Artur Gomes

FULINAIMAGEM - A Poesia Proibida

Poema do livro Juras Secretas – 2028 musicado por Reubes Pess

clique no link para ver o vídeo

https://www.facebook.com/reel/503035823209814

leia mais no blog

Balbúrdia PoÉtica

https://fulinaimatupiniquim.blogspot.com/

                               des(ilusão)

 

desde quando

meu beija-flor

bebeu do mel

dos teus olhos

meus olhos

sonharam flor

de lis

de lírios

em meus delírios

nunca mais

sofri as dores que não tive

       e as loucuras do amor

 

Artur Gomes Fulinaíma

leia mais no blog

Balbúrdia PoÉtica

https://fulinaimatupiniquim.blogspot.com/

na carne da palavra

  poema 10   meus caninos já foram místicos simbolistas sócio políticos sensuais eróticos mordendo alguma história agora estão famintos crav...